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A POLÍTICA DE EXTENSÃO CURRICULAR
DOS CURSOS DE LICENCIATURA E BACHARELADO EM HISTÓRIA DA UFSC
(Seguem trechos do texto elaborado para o Projeto Pedagógico do Curso de História, acessível no site da coordenadoria do curso de História: https://historia.grad.ufsc.br/projeto-politico-pedagogico/)
A política de extensão curricular dos cursos de Licenciatura e de Bacharelado em História da UFSC, forjada sob a égide do princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, visa promover o protagonismo dos seus alunos no desenvolvimento de atividades de extensão universitária na forma de projetos, cursos, eventos, oficinas, publicações e demais práticas que potencializem o intercâmbio com a sociedade. Especificamente, o objetivo fundamental é promover a produção e a disseminação de conhecimento histórico, bem como a elaboração de ferramentas para o ensino de História nas escolas, envolvendo a comunidade externa à Universidade e desempenhando um papel formativo para os estudantes. Para tanto, os discentes deverão integrar, a partir do primeiro semestre, a equipe executora de ações de extensão condizentes com o escopo do programa de extensão do curso devidamente registradas no Sigpex ou correlato, bem como realizar atividades de extensão no âmbito das disciplinas Extensão I e II, inseridas na sétima e oitava fases do curso, respectivamente, somando o total de 396 h/a.
As disciplinas Extensão I e II são as mesmas para as duas habilitações (Licenciatura e Bacharelado), o que reforça uma abordagem favorável ao caráter inseparável da formação em História e o desejável intercâmbio entre os estudantes após a separação dos currículos na sexta fase. Calcadas na História Pública, as disciplinas oferecem recursos para a realização de extensão universitária que podem ser apropriados de acordo com os interesses e as qualificações dos alunos dos dois cursos, aproximando pesquisa e ensino. Cumpre esclarecer dois aspectos importantes: a) a carga horária das disciplinas de Extensão (252h/a ao todo) será contabilizada exclusivamente como extensão; b) a carga horária adicional de extensão universitária realizada fora das disciplinas específicas ao longo do curso (144h/a para a Licenciatura e 54h/a para o Bacharelado) será de natureza distinta das atividades complementares. A diferença fundamental é que, nas atividades complementares, os estudantes são beneficiários de ações realizadas por terceiros, quando, por exemplo, assistem a uma palestra, são audiência de uma defesa de TCC ou frequentam cursos diversos. Já nas atividades de extensão, os próprios estudantes figuram entre os realizadores.
PROGRAMA DE EXTENSÃO EM HISTÓRIA PÚBLICA
O Programa foi criado em função tanto das demandas da curricularização da extensão universitária nos cursos de graduação das universidades brasileiras, quanto de um movimento endógeno ao departamento na direção da ampliação do diálogo com o público externo à universidade. Para tanto, ele inicia com uma introdução ao campo da História Pública, associada ao histórico da aproximação do departamento com este campo, para então descrever os objetivos do programa e a metodologia a ser empregada (PPC do Curso de História – Licenciatura, p. 39)
Em um movimento iniciado em meados da década de 2010, o Departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina elegeu o campo da História Pública como referência para a articulação de suas atividades de extensão, movimento evidenciado por duas iniciativas: a criação de disciplinas e a refundação de um de seus laboratórios. Ao final de 2016, foram criadas as disciplinas “História Pública” e “Laboratório de Ensino e Pesquisa em História Pública”, que discutem os aspectos teóricos e práticos da atuação do historiador em espaços além da academia. E ao final de 2019, o antigo “LAPIS – Laboratório de Pesquisa em Imagem e Som”, fundado em 1996 pelo Prof. Dr. Henrique Pereira Oliveira (atualmente aposentado), passou a se chamar “LAPIS – Laboratório de História Pública da UFSC”, com sede no 7º. andar do Bloco E/F do CFH, sob coordenação do Prof. Dr. Rodrigo Bragio Bonaldo, então também coordenador do curso de Graduação em História, além de um colegiado composto por Alex Degan, Aline Dias da Silveira, Beatriz Mamigonian, Fabio Morales, Renata Palandri e Waldomiro Lourenço da Silva Junior. Dentre os objetivos do “novo Lapis”, estão o desenvolvimento e a qualificação das formas de comunicação da Universidade com a Sociedade, com foco tanto em ações autônomas, sob iniciativa de sua coordenação, quanto nas ações de extensão realizadas por outros laboratórios, núcleos e docentes do Departamento (PPC do Curso de História – Licenciatura, ano, p. 42).
São objetivos do presente programa de extensão:
- Incentivar a prática da História Pública em articulação aos projetos e cursos de extensão.
- Favorecer o diálogo e a articulação das ações de extensão universitária oferecidas a partir dos diferentes laboratórios de ensino e pesquisa do departamento, consolidando o LAPIS Laboratório de História Pública como locus de qualificação e plataforma de divulgação dos diferentes projetos de extensão.
- Facilitar o acesso dos estudantes aos projetos e cursos de extensão na modalidade de participantes e organizadores, cumprindo assim com as exigências da carga mínima dedicada à extensão universitária.
- Ampliar a participação do público externo à Universidade em atividades de extensão ligadas ao Programa de Extensão do Curso executadas pelos próprios alunos.
TABELA DE ATIVIDADES DE EXTENSÃO – CURSO DE HISTÓRIA
As 144h/a para a Licenciatura e 54h/a para o Bacharelado deverão ser distribuídas conforme a tabela abaixo, a critério dos estudantes. Como haverá um fluxo constante e diversificado de ações, projetos, cursos e eventos, o ideal é que os alunos possam experienciar a extensão sem delimitações rígidas para a distribuição da carga horária entre as diferentes atividades. O importante é que completem o total estabelecido.
A tabela é composta por 6 tipos de atividades:
- Participação da equipe organizadora de projetos de extensão, cursos, eventos, palestras e/ou oficinas.
- Participação na execução de projetos de extensão, cursos, eventos, palestras e/ou oficinas.
- Participação da equipe de divulgação de eventos acadêmicos e atividades de extensão.
- Monitoria de eventos acadêmicos.
- Colaboração na produção de recursos de divulgação científica em disciplinas, laboratórios e núcleos do Departamento de História e da Universidade.
- Participação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e do Programa de Educação Tutorial (PET).
A participação de atividades envolvendo a organização, a divulgação e a realização de eventos acadêmicos e demais atividades de extensão propiciam a troca de saberes e colaboram para que haja a integração da universidade com a sociedade de um modo geral. Antes da curricularização da extensão, tais ações eram indiscriminadamente validadas como atividades complementares, no entanto, cumpre atribuir-lhes sua devida creditação dada a sua clara dimensão extensionista no curso de História. O mesmo se aplica à participação no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e no Programa de Educação Tutorial (PET). Ambos os programas promovem o protagonismo dos estudantes do curso em ações que conectam o conhecimento produzido na universidade à sociedade por meio de ações educativas, pesquisas de campo, exposições interativas, produção de recursos didáticos e paradidáticos, materiais de divulgação científica, vídeos, documentários, podcasts, materiais para redes sociais, entre outras realizações.


