Curso de Graduação em História
  • Horários do Curso de Graduação em História – 2017/2

    Publicado em 06/07/2017 às 15:04

    GRADE DE HORÁRIOS – 2017-2


  • Anita Leocádia Prestes na UFSC: ‘Resistir sempre é possível’

    Publicado em 21/09/2017 às 16:09

    A possibilidade de resistência e a importância da organização e mobilização popular foram alguns dos temas abordados na palestra de Anita Leocádia Prestes, filha de Luís Carlos Prestes e Olga Benário Prestes, na última na terça-feira, 19 de setembro. A historiadora esteve na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para o lançamento de seu novo livro, “Olga Benário: Uma Comunista nas Mãos da Gestapo”, publicado pela Editora Boitempo. Em um auditório cheio, Anita explicou os motivos e contexto de produção da obra, relembrou as atrocidades cometidas durante o nazismo na Alemanha, e discorreu também sobre o momento político atual.

    Para Anita, um dos principais ensinamentos que a vida de Olga deixou para as gerações que a sucederam foi sua capacidade de resistência. “Resistir sempre é possível. Até em campo de concentração ela resistia. Era tudo proibido, mas ela e as outras prisioneiras se reuniam clandestinamente, organizavam círculos de estudos, discutiam o panorama da guerra, estudavam línguas, faziam ginástica. Elas tinham uma disciplina interna muito rígida, que incluía uma série de medidas para que conseguissem sobreviver e resistir. Isso foi muito importante.”

    Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSc.

    A personalidade firme, combativa e organizadora de Olga, em um dos piores momentos políticos da história, foram ressaltados por Anita, que fez uma relação com os dias de hoje: “As experiências fascistas surgiram na Europa em uma época de grande crise do capitalismo. E isso está se repetindo. O perigo fascista não está excluído. É importante que as novas gerações, os jovens, estejam atentos para essas questões. O exemplo da resistência de Olga – e não só dela, mas também dos comunistas, anti-fascistas, democratas e todos os outros que resistiram naquela época – mostra que é possível se organizar mesmo nas condições mais adversas. Um regime como o nazista não se detinha diante de nada para realizar as maiores barbaridades.”

    A convicção na causa é, segundo Anita, fundamental para essa resistência. “Meu pai, Luis Carlos Prestes, sempre dizia que tanto ele como Olga conseguiram resistir porque tinham convicção da justeza da causa pela qual lutavam, que era a causa do socialismo e do comunismo. Se não tivessem essa convicção, não conseguiriam passar por tudo que passaram. Isso também é um exemplo para nós: a importância de se ter convicção na luta que se trava. A luta pela transformação social é muito difícil. Só com muita convicção é que realmente conseguimos seguir adiante.”

    Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC.

    Organização popular

    Anita criticou a falta de organização e mobilização popular nas lutas contemporâneas. “Lamentavelmente nós, povo brasileiro, estamos muito desorganizados. Vivemos um momento de retrocesso político muito grande. E esse não é um fenômeno só brasileiro, mas sim um fenômeno mundial. Passamos por um período de avanço das forças reacionárias, retrógadas e fascistas. A crise do capitalismo é grave e não se trata apenas de uma crise cíclica, é uma crise do sistema. E isso leva a burguesia a recorrer a medidas autoritárias e à repressão de setores populares, que evidentemente lutam e se revoltam contra a situação. Mas falta organização popular.”

    A historiadora afirmou que as lideranças de esquerda no Brasil hoje não dão a devida importância à necessidade dessa organização, mobilização e conscientização popular: “Eu não vejo essa preocupação por parte das chamadas esquerdas existentes hoje. Esse é um trabalho difícil, penoso, feito a longo prazo. Mas se a gente não começa, nunca vai ter resultado. É preciso organizar os diferentes setores populares em torno das suas reivindicações. Ninguém se organiza para lutar pelo socialismo ou pela revolução, as pessoas se mobilizam para lutar por suas reivindicações. E o que não falta hoje é reivindicação. Os problemas estão aí. Quem está realmente interessado em fazer as lutas populares avançarem no Brasil deve trabalhar nessa direção: tentar organizar os setores populares. Nesse processo, as pessoas vão ganhar experiência, vão sentir a necessidade de estarem mobilizadas e serão conscientizadas de que os problemas colocados pelo capitalismo não têm solução definitiva dentro do capitalismo. A única solução é o socialismo.”

    Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

    As manifestações de 2013 mostram, segundo ela, que sem organização não há conquistas. “Massa desorganizada na rua não dá resultado. Acho que um dos motivos para a desmobilização existente hoje foi a forma como se deram aquelas grandes manifestações de 2013. A maioria dos brasileiros estavam extremamente insatisfeitos e foram para a rua protestar. Mas estavam desorganizados. Voltaram todos para casa e qual foi o resultado daquilo? De lá pra cá a gente só viu a situação piorar, se agravar. Por isso eu digo: povo desorganizado não resolve. Infelizmente a mobilização popular no Brasil hoje é muito débil.”

    Anita também apontou as recentes perdas de conquistas históricas dos trabalhadores. “O povo brasileiro está enfrentando um momento muito difícil, fruto desse golpe jurídico-parlamentar ocorrido ano passado. O Temer, que podemos considerar um usurpador do poder, se instalou lá e não quer sair de jeito nenhum. Isso foi um golpe e cada vez está mais claro que o objetivo é o de liquidar com todas as conquistas de direitos dos trabalhadores do Brasil, como a CLT e a previdência. Todas as conquistas, que foram fruto de anos de lutas do povo brasileiro, estão sendo liquidadas. A Petrobras, que também foi uma grande conquista, está sendo retalhada. O país está sendo vendido aos pedaços para o capital estrangeiro. É uma política profundamente anti-nacional, anti-popular”, afirmou, reiterando a necessidade de se organizar para combater todos esses problemas.

    Daniela Caniçali/Jornalista da Agecom/UFSC


  • Cineclube do Laboratório de Estudos de Gênero e História abre discussão sobre aborto

    Publicado em 20/09/2017 às 16:37

    O Cineclube do Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH), em sua próxima edição apresentará o filme ‘O Preço de Uma Escolha’, que aborda a questão do aborto. Após a exibição do filme ocorrerá uma roda de conversa, que conta com a participação da enfermeira Silvana Maria Pereira, que é especialista em saúde da mulher. O evento será realizado dia 26 de setembro, próxima terça-feira, às 18h30, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). É necessário realizar inscrição pelo site.

    O filme conta a história de três mulheres nos Estados Unidos, que moraram na mesma casa mas em épocas diferentes e se depararam com uma gravidez indesejada, é então que surge a ideia do aborto. Cada uma delas acompanha a lei do aborto nos EUA de maneira distinta, a primeira com o aborto proibido, a segunda com o aborto recém legalizado e a terceira também com o aborto legalizado, mas que mostra a fragilidade da lei.


  • História e Psicologia iniciam nesta terça curso sobre subjetividade, cinema e política

    Publicado em 15/09/2017 às 14:21

    Os departamentos de História e de Psicologia da UFSC, em uma atividade conjunta, promovem o curso de extensão “Subjetividade, Cinema e Política: Imagem, linguagem e memória no cinema e no contexto contemporâneo”.

    São quatro dias de debate, que se iniciam no dia 19 de setembro e vão até 21 de novembro, no Centro de Ciências e Filosofias Humanas (CFH). O evento é gratuito e organizado pelos professores Alexandre Busko Valin (História) e  Mériti de Souza (Psicologia).

    Para participar, basta enviar nome completo e CPF, até o dia 18 de setembro, para o e-mail


  • Palestra ‘500 anos da Reforma Protestante’ nesta quarta

    Publicado em 30/08/2017 às 11:19

    A palestra “500 anos da Reforma Protestante”, com o professor João Klug, do Departamento de História da UFSC, dia 30 de agosto, às 14h, no auditório do Colégio de Aplicação (CA) da UFSC. Aberta à comunidade, destina-se a um publico leigo, estudantes, professores da educação básica e todos os interessados no assunto. Serão emitidos certificados para aqueles que se inscreverem no site inscricoes.ufsc.br.

    Há 500 anos, na cidade de Wittenberg, atual Alemanha, o monge Martinho Lutero declarou abertamente inúmeras críticas à Igreja Católica Apostólica Romana, a instituição mais poderosa do mundo ocidental naquele momento. Inspirados por outros religiosos e teólogos, Lutero trouxe a público denúncias contra ações abusivas da Igreja, como a venda de indulgências e a idolatria, e reivindicou o direito do indivíduo a ter acesso aos textos sagrados, retirando deles uma interpretação individual e subjetiva, num diálogo claro com o pensamento filosófico que emergia no ocidente europeu a partir do Renascimento.

    Em outubro de 1517, Lutero publica suas 95 teses nas quais desaprova muitas das práticas cotidianas da Igreja. Seus textos logo são traduzidos e graças à popularização da imprensa são publicados em outras regiões da Europa, ainda dominada pelo poder papal de Roma.  Esse evento deu início ao que se convencionou chamar de Reforma Protestante.
    Muito além de um acontecimento religioso, a Reforma Protestante foi um movimento que contribuiu para reconfigurar profundamente o ocidente cristão nos mais diversos aspectos: cultura, visão de mundo, economia, sociedade e política foram afetados pela publicização das ideias de Lutero e as transformações decorrentes desse movimento avançaram no período conhecido como História Moderna.
    Este ano, o  movimento originado em Wittenberg completa 5oo anos e com o intuito de promover uma reflexão sobre as implicações dessa série de eventos iniciados com Martinho Lutero, o Laboratório de Ensino de História do Colégio de Aplicação (Lehca) promoverá uma palestra com professor de História Moderna do Depto de História da UFSC, João Klug,  que discorrerá sobre os efeitos da Reforma Protestante  no passado e suas permanências em nosso tempo.

    Mais informações no site lehca.ufsc.br.


  • Histórias Possíveis: Africanos livres

    Publicado em 23/08/2017 às 15:16

    Mesa-redonda em torno de “Africanos livres: A abolição do tráfico de escravos no Brasil” (Beatriz Mamigonian, Companhia das Letras, 2017)

    DIA E HORA: Segunda, dia 28/08, 16h
    LOCAL: Miniauditório do CFH

    PARTICIPANTES:
    Profa. Beatriz Gallotti Mamigonian (História/UFSC)
    Prof. Henrique Espada Lima (História/UFSC)
    Profa. Ilka Boaventura Leite (Antropologia/UFSC)
    Prof. Silvio Marcus Corrêa (História/UFSC)
    Prof. Waldomiro Lourenço da Silva Júnior (História/UFSC)


  • Imagens & Sons da África exibe o filme Bab’ Aziz

    Publicado em 23/08/2017 às 15:15

    Dia 25/08 às 18:30h, o Imagens & Sons da África exibe o filme Bab’ Aziz, do tunisiano Nacer Khemir, no Auditório Elke Hering da BU/UFSC.
    <www.lehaf.paginas.ufsc.br>


  • Síntese do Calendário de Matrícula 2017/2

    Publicado em 28/06/2017 às 10:04

    JULHO

    • 07 a 12/07 1 ª etapa de Matrículas 2017/2 – Período para renovação de matrícula, on-line, pelos veteranos e ingressantes por transferências e retornos sob a orientação da Coordenadoria do Curso.
    • 19/07 – Resultado (ON LINE) relativo ao processamento da 1ª etapa da matrícula 2016/2, realizada de 07 a 12/07.
    • 20 a 24/07 – 2 ª etapa de matrícula: Período para ajustes de matrícula via Internet (inclusão e exclusão de disciplinas); Redimensionamento do número de vagas em disciplinas/turmas, pelo Departamento, conforme demanda apresentada pela Coordenadoria.
    • 31/07 – INÍCIO DO SEMESTRE LETIVO – 2017/2; Resultado dos ajustes de matrícula realizados de 20 a 24/7.
    • 31/07 a 04/08 – ÚLTIMA CHANCE!!! Ajustes Excepcionais a critério das Coordenadorias – Prazo Final para os alunos resolverem junto a Coordenadoria do Curso as pendências em relação à matrícula em disciplinas (matrículas e cancelamentos de disciplinas, de acordo com o Art. 57 da Res. 017/CUn/97).

     AGOSTO

    • 08/08 – Prazo final para encaminhamento ao DAE dos calouros infrequentes.
    • 09 e 10/08 – Alunos de intercâmbio – período de matricula junto ao Departamento.
    • 14 e 15/08 – Alunos Especiais – período para solicitarem matricula em disciplina isolada/ouvinte, junto ao respectivo Departamento.

     SETEMBRO

    • 13/09 – Término do prazo para Trancamento da matricula semestral junto a Coordenadoria do Curso.
    • 13/09 – Término do prazo para registro do provável formando (2017/2) no sistema de graduação.

     OUTUBRO

    • 16/10 – Publicação do Edital com as vaga remanescentes disponíveis para Transferências e retornos com ingresso previsto para 2018/1.
    • 16 a 20/10 – SEPEX
    • 16 a 27/10 – Período para requerimento das transferências e retornos junto à respectiva Coordenadoria de curso, observado os termos do edital.

     NOVEMBRO

    • 10/11 – Ultimo dia para encaminhamento ao DAE, da documentação para o processo de composição de diplomas dos formandos 2017/2.
    • 24/11 – Prazo final para conferência e alteração: no cadastro de turmas, disciplinas e currículos.
    • 28/11 – Resultado das transferências e retornos, para ingresso em 2018/1.

     DEZEMBRO

    • 07/12 – TÉRMINO DO SEMESTRE 2017/2.
    • 05 a 11/12 – 1 ª etapa de Matrículas 2018/1 – Período para renovação de matrícula, on-line, pelos veteranos e ingressantes por transferências e retornos sob a orientação da Coordenadoria do Curso.

  • Licença Maternidade

    Publicado em 24/06/2013 às 20:07
    A acadêmica gestante tem seus direitos garantidos na lei 6.202 de 17 de abril de 1975.
    • (LEI No 6.202, DE 17 DE ABRIL DE 1975.)
    Art. 1º A partir do oitavo mês de gestação e durante três meses a estudante em estado de gravidez ficará assistida pelo regime de exercícios domiciliares instituídos pelo Decreto-lei número 1.044, 21 de outubro de 1969.
    Parágrafo único. O início e o fim do período em que é permitido o afastamento serão determinados por atestado médico a ser apresentado à direção da escola.
    Art. 2º Em casos excepcionais devidamente comprovados mediante atestado médico, poderá ser aumentado o período de repouso, antes e depois do parto.
    Parágrafo único. Em qualquer caso, é assegurado às estudantes em estado de gravidez o direito à prestação dos               exames finais
    Art. 3º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.